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10 de novembro de 2013

Associados da BBom têm R$ 130 milhões a receber, diz presidente da empresa.

DEPUTADO MOISÉS DINIZ FAZ COMENTARIO SOBRE A MATÉRIA DA BBOM:
Quando o presidente de uma empresa, investigada e vasculhada pela Justiça, não tem medo de falar, de abrir o jogo e enfrentar a imprensa. Acho que a BBOM está só começando no Brasil.

LEIA A MATÉRIA COMPLETA ABAIXO:

Valor se refere a saldo de quem não conseguiu reaver investimento inicial; devolução poderá ser parcial e vai depender do futuro da empresa, segundo João Francisco de Paulo

Divulgação João Francisco de Paulo, dono da BBom: 'Se o nosso caixa conseguir pagar 100%, nós vamos pagar' Aproximadamente 38% dos associados da BBom , acusada de ser uma pirâmide financeira que atraiu 300 mil pessoas, não conseguiram recuperar os investimentos iniciais. O valor devido a quem está no prejuízo soma entre R$ 120 e R$ 130 milhões, segundo João Francisco de Paulo, presidente da Embrasystem, empresa responsável pelo negócio, em entrevista ao iG .

A BBom teve as atividades e contas bloqueadas em 9 de julho , por decisão da 4ª Vara Federal de Goiás. Na segunda-feira (4), a defesa conseguiu uma liberação parcial e provisória , emitida pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região, com sede em Brasília.

A Embrasystem e seus sócios, entretanto, ainda são alvos de uma ação que pede a extinção dos negócios , e de outra, que investiga a ocorrência de crime contra o sistema financeiro nacional, desvio de verbas e operação de instituição financeira sem autorização. Seus representantes negam irregularidades.

Quem pôs dinheiro na BBom poderá pedi-lo de volta, diz João Francisco de Paulo. Mas o empresário não garante o ressarcimento integral – os expressivos lucros prometidos estão fora de questão, ao menos por ora – e nem se compromete com prazos.

“Se o nosso caixa conseguir pagar 100%, nós vamos pagar”, diz o empresário. “Vamos supor que tenhamos R$ 13 milhões no caixa. Então é 10% [ que será devolvido aos investidores ].”

Leia abaixo os principais trechos da entrevista concedida ao iG .

iG: Quando as pessoas que têm dinheiro no bank office [ sistema de gestão das contas dos associados ] poderão sacá-lo se assim o quiserem?

João Francisco de Paulo: Eles vão poder sacar a partir do momento que a gente reforçar o faturamento com as vendas diretas, de acordo com a determinação do Ministério Público [ Justiça ]. [Com ] a nossa parte do faturamento podemos ir liquidando o pagamento das pessoas, mas priorizando sempre a devolução, o capital investido. Essa vai ser a prioridade. 


E a partir de quando isso deve acontecer?

É venda, né? Estamos todos sem trabalhar há quatro meses, está todo mundo louco para trabalhar. Mas acredito que num prazo muito curto isso já comece a acontecer. Já fizemos algumas devoluções, mas essas devoluções foram feitas mas em cima de empréstimos, de algumas coisas, de algumas necessidades mais urgentes que foram provocadas. Agora a gente não tem mais esse fôlego e precisa fazer realmente o reembolso em cima de faturamento. Depois, como nós temos o desejo de respeitar todos os contratos, aí sim com autorização da Justiça a gente começa a respeitar.

O senhor acredita que neste ano ainda as pessoas que quiserem sair da BBom e receber esse dinheiro de volta vão conseguir?

Eu acho que sim, acredito que sim. Eu não tenho certeza, mas acredito que sim. Vamos trabalhar fortemente para isso.
“O saque vai ser proporcional, em cima do valor investido, que é o que vamos priorizar. Por que [o negócio] está em xeque, né?"

O saque vai poder ser integral, inclusive de bônus que eles tenham recebido ou apenas do valor que a pessoa investiu?

Não, o saque vai ser proporcional, em cima do valor investido, que é o que nós vamos priorizar. Nós vamos priorizar o valor investido porque está em xeque, né? Enquanto a Justiça não deteminar, enquanto não forem feitas todas as perícias, está em xeque. Então nós vamos priorizar um percentual sobre o valor investido para que as pessoas recuperem. Esperamos que isso tudo aconteça 100% antes de toda a definição, e depois a Justiça vai determinar.

Seria um percentual sobre o valor investido?

Temos de ser honestos e respeitar todo mundo. Eu não posso priozirar uma pessoa. Todo mundo tem o mesmo direito, apesar de mais de 63% das pessoas já terem recuperado o capital investido. A maioria já recuperou.

Essa [ parcela ] que recuperou o capital investido teria direito a algum ressarcimento ou não?

Não, por enquanto não. Por enquanto vamos priorizar realmente a pessoas que têm capital investido ainda, um saldo de capital investido com a gente. Tem muita gente que entrou logo perto do bloqueio. Essas pessoas têm de ser respeitadas.

O senhor falou em um percentual do capital investido. Qual é esse percentual?

Depende do nosso caixa, se o nosso caixa conseguir pagar 100%, nós vamos pagar… Hoje, o saldo de capital investido para zerar é em torno de R$ 120 a 130 milhões. Vamos supor que tenhamos R$ 13 milhões no caixa, de venda direta, e da nossa parte da lucratividade, [ em ] que nós podemos mexer. Então é 10%.

A pessoa pode usar, do dinheiro que tem lá [ no bank office ], 10% para poder pagar os novos cadastros que ela vier a fazer...

Isso é uma forma também. Como ele tem uma parte desse dinheiro, ele é de microfranquia, de capital, dinheiro da empresa, então ele usa 10% do saldo do que ele tem a receber. São pessoas que vão operar. Porque, você sabe, tem muitas pessoas que entram para não operar nada, entram contra o interesse. Então ele vai poder usar para poder liquidar e nós vamos aceitar.

Mas aí a BBom não está pedindo para colocar dinheiro bom sobre dinheiro ruim?

De jeito nenhum. Pelo contrário, é venda direta. Não estou fazendo nada diferente. Estou acompanhando exatametne o que a Justiça achou que é lícito. É o modelo de venda direta. O que ela me proibiu de fazer, eu estou cumprindo. E o que ela me permitiu, eu estou fazendo. Na realidade o que a gente tem é acreditação, porque as milhares das pessoas que entraram na BBom até 9 de julho foram respeitadas sempre e nós acreditamos que essas pessoas vão dar continuidade no trabalho.

Na entrevista coletiva [ após a liberação ], o senhor falou de alguém que tem 1 carro e 900 rastreadores. Então ele tem 899 rastreadores aí em mãos. A BBom vai fazer com que esses 899 rastreadores e todos os demais que foram adquiridos mas não chegaram a clientes finais cheguem aos clientes finais antes de começar a vender mais rastreadores?

Já pedimos rastreadores. Nós temos uma demanda interna já pedida de mais de 3,5 milhões de rastreadores. Nós estávamos começando a cumprir quando houve o bloqueio.

Quantos rastreadores ainda falta entregar hoje?

É menos, mas a Justiça fala que é 1 milhão, então nós vamos colocar que é 1 milhão. A Justiça fala que nós entregamos 79 [ mil ] quando nós entregamos 250 mil.

E o sistema novo vai permitir que isso aconteça, que seja vendido um número maior de produtos que a empresa de fato já tenha [ garantido ] chegar ao cliente final?

Isso é opinião pessoal de algumas pessoas, mas nunca alguém foi na empresa ver que nós vendemos mais do que tínhamos capacidade de entregar. Se nós temos dinheiro para comprar 3 milhões de rastreadores, só não foram comprados porque a Justiça determinou e bloqueou o dinheiro. O dinheiro que estava lá era para comprar rastreadores. Ele não foi comprado porque a Justiça bloqueou. Foram pessoas de má fé que passaram informações à Justiça, incoerentes, dizendo que nós vendemos mais do que tínhamos capacidade de entregar. Todas as indústrias têm capacidade de fabricação de acordo com a demanda. E, se faltar capacidade, se adaptam para cumprir aquela demanda.

Mas justamente o que foi questionado na BBom durante esse tempo é: a empresa tem aqueles planos em que as pessoas pegam 900 rastreadores e só têm um cliente final, que são elas próprias, e os outros 899 ficam com a própria empresa…
“No momento em que nós começamos a atender o mercado, formalizar contrato grande, aconteceu o que aconteceu"

Não é nada disso. São as manipulações de notícias. Eu fui bem claro: quem não habilitou os rastreadores, não pode receber. Quando a pessoa fala que tem 800 rastreadores, é porque ele comprou 800 pacotes. E ele é obrigado a ter 1 rastreador por pacote. Isso já não é mais permitido. Esse rastreador tem de estar habilitado, se não ele não vai receber. Ele não vai pagar e eu não vou prestar o serviço só porque ele guardou em casa. E eu não vou nem cobrar dele. Por que que eu vou cobrar se ele não está usando? Então ele é obrigado a instalar, se não ele não recebe.

A pessoa precisará ter o rastreador habilitado, precisará ter encontrado o cliente final para receber o dinheiro. Só que isso acabou não acontecendo na primeira fase da BBom, como o senhor disse…

Mas já estava acontecendo. Nós investimos fortemente na expansão de franquias, começamos a homologar milhares de pessoas e lojas para fazer instalação. Nossa empresa começou em fevereiro [de 2013 ] nesse modelo. Quando nós percebemos isso no final de março, em abril nós contratamos equipes de profissional de mercado para atender o mercado. Só que isso não é da noite para o dia. O mercado está carente desse negócio faz muitos anos. Acontece que no momento em que nós começamos a atender o mercado, formalizar contrato grande, aconteceu o que aconteceu, porque alguém passou informação falsa ao Ministério Público.

E como os senhores vão garantir que o produto chegou até o consumidor final?

Alguém vai ter de pagar isso, e tem 60 dias para colocar o rastreado. Se não ele não vai receber. 

Na [ entrevista ] coletiva [ após a liberação ] , o senhor diz: "nós sabíamos que podia acontecer alguma coisa depois de um ano e meio, depois de um ano, depois do balanço de 31 de dezembro. Mas nunca em quatro meses." Nessa declaração, o senhor não está assumindo que a BBom começou como um negócio irregular?

Não, negativo, porque no Brasil tudo se acusa para depois se levantar [ as provas ]. Quantas vezes a Herbalife e a Amway foram acusadas aqui no Brasil? As empresas quando faturam muito, ficam em evidência, e essa evidência foi isso aí. Eu imaginava que podia acontecer alguma coisa mas não da forma que aconteceu e nem com a rapidez que aconteceu.

Não é um pouco ousado dizer que as pessoas vão ganhar mais dinheiro se apenas dois dos sete modelos de negócios da BBom foram autorizados a voltar a funcionar, e ainda assim precariamente, já que é um mandado de segurança que pode cair?

Veja bem, os dois negócios eram os que mais davam dinheiro para as pessoas. Eu não acho ousado para quem trabalha. Para quem quer investir só, não vai ganhar mesmo. Registro que o grupo Embrasystem nunca teve interesse em atacar a Justiça e também nunca teve interesse algum em descumprir alguma determinação da Justiça. E nunca vai fazer isso.
Fonte: IG

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